nova zelândia

A cada dia mais famílias deixam o Brasil em busca de mais segurança e uma melhor qualidade de ensino para os filhos. É o caso do casal carioca, Renata Nitzsche, e Marcos Paulo Diniz. Eles vivem na cidade de Queenstown, na Nova Zelândia, há quase cinco anos, com os filhos Gabriel, de 19 anos, e Maria, de 13. Renata é psicóloga e ajuda atualmente brasileiros a irem estudar e morar na NZ. Marcos é administrador de empresa. Proprietários de duas escolas de educação infantil no Brasil, eles sempre tiveram vontade que seus filhos estudassem fora do Brasil quando fossem mais velhos. “A violência só crescia. Fomos assaltados muitas vezes. No final, acabamos passando por seis assaltos consecutivos em três meses. Inclusive, meu marido foi assaltado duas vezes no mesmo dia. A tarde roubaram nosso carro e a polícia recuperou e quando chegamos em casa a noite, roubaram o nosso carro de novo”, contou Renata.

Em 2015, eles definiram a mudança. “Quando o Gabriel tinha 14 anos decidimos que ele faria o ensino médio fora do Brasil. Então passamos o ano de 2015 imersos na cultura da Nova Zelândia, especialmente porque ele iria estudar na Wakatipu High School. Chegamos aqui em 16 de dezembro de 2015. No exato momento que pisamos aqui sentimos que era nossa casa. É claro que não foi tudo só flores e muitas vezes me perguntava se estávamos fazendo a coisa certa. Ainda tínhamos nossa escola e nossa casa e de longe e com a ajuda de familiares, administrávamos nossa vida aqui e no Brasil”.

No início, na Nova Zelândia, Marcos trabalhou part time e Renata conseguiu um trabalho de cleaner. “Minha família não entendia, como e porque estávamos fazendo tudo aquilo, uma vez que tínhamos nossa vida, nossa empresa no Brasil. Mas a sensação de segurança, ou melhor, a ausência de perigo, a organização e a qualidade de vida eram respostas importantes para essas dúvidas. No início foi muito desafiador. O trabalho era muito cansativo fisicamente e com jornadas extensas e aí já começávamos a ver a diferença entre trabalhar aqui e no Brasil. Em todos os sentidos. Pois ficávamos cansados fisicamente, mas dormíamos sem problemas. Em contrapartida, nossos filhos estavam vivendo com tranquilidade. Meu filho com 15 anos estudava, praticava esportes, saia e eu não me sentia preocupada com o que poderia acontecer com ele. Minha filha também. Com sete anos na época, estava tendo suas primeiras conquistas na língua inglesa e também com a nova rotina”, afirmou Renata. Sobre a cidade, ela disse que Queenstown é uma das cidades mais caras da Nova Zelândia e o custo de vida é alto, mas a remuneração é justa e os impostos baixos.

Ela falou de uma experiência que teve na cidade com a saúde pública. “Minha filha quebrou o braço em 2017 e fez 2 cirurgias e foi tudo absolutamente gratuito. Inclusive, apesar de ser um momento difícil, ficamos surpresos com todo suporte e eficiência do sistema de saúde deles. Muitas pessoas não possuem essa opinião, mas no RJ a saúde pública não funciona mais e pagávamos muito caro pelo nosso plano de saúde familiar”. Renata também falou do ensino público. “As escolas são gratuitas para nossos filhos, com apenas uma doação anual em torno de 450 dólares.

Agora, neste momento, ela e sua família estão felizes da vida. “Temos certeza que esse é o lugar que queremos passar toda nossa vida, queremos comprar nossa casa e ficar por aqui. Sentimos muita falta da nossa família, pessoas que amamos e que não temos por perto e do fundo do coração, gostaríamos de tê-los aqui. É importante lembrar que toda escolha tem seus desafios, mas essa é a vida que escolhemos e que somos imensamente gratos por vivermos na NZ. Hoje, meu trabalho é ajudar brasileiros a virem estudar e morar na NZ. Sou consultora educacional de uma empresa neozelandesa e é um enorme prazer hoje estar do lado de cá e poder ajudar brasileiros a realizarem o sonho que já foi meu um dia”.

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