coronavirus
Marden Alves, da Bannerjet

A empresa Bannerjet Produtos para Comunicação Visual, de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, comercializa plotters de impressão digital e plotters de recorte, além de tintas importadas de Taiwan para todo o país e também países vizinhos.  Com o surto de coronavirus na China, a empresa que costumava fazer pedidos todos os meses de novos carregamentos não consegue pedir mais. Desde janeiro não conseguem fazer um novo pedido. “Costumamos importar todos os meses, mas desde janeiro estamos impossibilitados de fazer novos pedidos. O retorno lento das empresas na China e a falta de capacidade de produção trará um atraso de no mínimo 60 dias em nossa empresa, causando falta de estoque e consequentemente falta de faturamento”, afirma o sócio proprietário da Bannerjet, Marden Alves.

Alves explica o que aconteceu. “Os funcionários que saíram de férias por conta do ano novo chinês não tiveram autorização para voltarem para suas cidades onde residem e trabalham, pois é costumeiro que cerca de 800 milhões de pessoas viagem para suas cidades natais durante esse feriado importante na China.   A escassez de mão de obra, a falta de fornecedores é a realidade de agora, aos poucos estão voltando, porém sem previsão de quando voltam a capacidade total”. Ele falou que sua empresa já está enfrentando problemas por causa do surto de coronavirus, na China. “Com certeza teremos redução de faturamento em cerca de 20% no mínimo, se isso se estender os prejuízos podem ser ainda maiores, lembrando que a falta de nossos produtos no mercado pode deixar muitas outras empresas improdutivas também”.

O despachante aduaneiro, Márcio Marcassa Júnior, também de Rio Preto, do Grupo Rio Port, afirma que grande parte dos seus clientes haviam antecipado os embarques devido ao ano novo chinês que começava no final de janeiro. “Esses clientes receberam as mercadorias no mês de fevereiro e continuarão a receber em março. Portanto,  a maioria não está tendo grandes problemas. Apesar da situação aparentemente  estar voltando ao normal, ainda existe grande preocupação por parte das empresas importadoras que podem vir a sofrer com falta de navios e consequentemente com a falta de mercadorias. Em algumas regiões, muitas fábricas ainda não voltaram a trabalhar”.

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